Deixa minha ausência te tomar o Amor
e na lacuna da presença minha, deixa este
te tomar por inteira te fazendo mulher
que ama, pois toda mulher que ama já foi triste.
Deixa o teu Amor me tomar a dor
e me ensinar que faz-se o tempo que for;
que Amor que é Amor não morre;
e faz-se este Amor quando puder.
E quando o Amor não for matar
o Amor, deixa que só amemos então,
pois se é Amor, tem de libertar.
Ainda hoje, me reverberas o teu não
mas eu, por tanto te amar,
espero o tempo te explicar o que é o Amor.
(A. Cortada)
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