É neste hiato
que transcende os dias e transcende as noites
no qual parece que eu sempre existi
no qual eu me escondo
em prolixidade
em combinatória musical
em cântico Jungiano
em romances platônicos
em voluptuosidade sexual
em qualquer prazer metalinguístico
que eu contemplo o que me cerne
mas que me escapa
Posso ter vivido demais e
posso ter querido demais
e tentado demais
ou chorado demais
me achar
justificar a minha procura
compreender as minhas saudades
entender as minhas vontades
atender a elas
E a resposta é simples
Eu procuro algo
Sagrado
Além de mim
Um beijo perfeito
Um Amor eterno
Um sacrifício heróico
Uma canção cuja beleza
faça o tempo parar um instante
Uma fusão absoluta
Um Deus
Uma Musa
ou
Um toque como o seu
Sagrado
como tudo
(A. Cortada)
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